EJ - Escola de Aviação Civil


Cursos

Piloto Comercial


O curso de voo por instrumentos (IFR) é geralmente realizado junto ao curso de piloto comercial.

O curso de Piloto Comercial é o primeiro rumo à profissionalização. A EJ Escola de Aviação oferece treinamento teórico e prático que permite ao piloto avançar com segurança em sua carreira. Paralelamente, o piloto pode fazer os cursos de pilotagem de multimotor e voo por instrumentos (IFR). Este último o torna apto a voar em condições meteorológicas adversas, utilizando apenas os instrumentos de bordo.


Experiência

O curso de Piloto Comercial é o começo da profissionalização do piloto. O aluno poderá iniciá-lo após concluir o curso de Piloto Privado.


Você pode

Pilotar aviões monomotores e multimotores em condições visuais (VFR) e de voo por instrumentos (IFR), para voar sob condições adversas, após formado.


Próxima etapa

Você poderá realizar treinamento para Instrutor de Voo ou ainda pilotar aviões pequenos, acumulando experiência para prosseguir na sua carreira.


Pré-requisitos

- 18 anos de idade
- 2º grau completo
- Ser portador da licença de Piloto Privado
- Ser portador do Exame Médico de 1ª Classe


Matérias

- Aerodinâmica e Teoria de Voo;
- A Aviação Civil;
- Conhecimentos Técnicos (motores à reação);
- Física;
- Inglês;
- Instrução Aeromédica;
- Matemática;
- Meteorologia;
- Navegação Aérea (IFR);
- O Piloto Comercial de Avião;
- Regulamentação da Aviação Civil;
- Regulamentação da Profissão de Aeronauta;
- Regulamentos de Tráfego Aéreo (IFR);
- Segurança da Aviação Civil contra atos de interferência ilícita;
- Segurança de Voo;
- Teoria de Voo.


Treinamento prático

Está dividido em 150 horas de voo, sendo que as horas do Piloto Privado já estão inclusas. Dentro deste total de horas, é obrigatório possuir:

- 70 horas de voo visual, local e rota;
- 5 horas de voo por instrumentos;
- 5 horas de voo noturno
- 5 horas de voo em simulador.


Aeronaves utilizadas

- Cessna 152
- Tupi
- Corisco
- Seneca
- Cessa 172
- Simuladores

Veja mais fotos


Aluno voa e navega solo. De verdade.
Este é um princípio de formação de
aviadores na EJ Escola de Aeronáutica

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    Mural Informativo


  • Alunos navegam para o Santos Dumont. Entenda a política de navegações da EJ

    Seis aeronaves da EJ fizeram conjuntamente uma navegação a partir da Base Jundiaí da EJ até o Rio de Janeiro, no início de setembro, durante o curso prático de Piloto Comercial. A navegação, de pouco mais que duas horas e meia exigiu um planejamento mais detalhado por não ser os destinos comuns para os cursos de Piloto Privado e Comercial da EJ.

    O destino final foi o Aeroporto Santos Dumont, famoso por ser largamente utilizado pelas companhias aéreas que fazem a Ponte Aérea Rio/São Paulo. O Santos Dumont é um dos aeroportos mais movimentados do Brasil.

    Os seis alunos foram, anteriormente, colegas no curso teórico de Piloto Comercial na EJ. “Foi uma experiência única, fico empolgada só de lembrar. Acho que todo piloto espera esse momento. A aproximação no SDU é surreal de linda”, conta a aluna Mirella Zambelli, do Rio Grande do Sul. “Sou carioca da gema, nascida na cidade do Rio de Janeiro, então pra mim foi super especial sobrevoar minha cidade querida”, conta a aluna, Anna Prates.

    Além da empolgação com um voo diferente, a navegação foi uma oportunidade de estudo e treinamento: “Aprendi muito nesse voo. Foi a primeira vez com pouso completo em um aeroporto de grande porte. São muitas frequências, o tráfego é intenso, às vezes tem que fazer espera e sempre agilizar ao máximo.”, explica Mirella. “Esse voo agregou conhecimento a todos. desde o planejamento que envolveu reservar o pátio, planejar a rota, fazer uma logística do abastecimento, até a própria operação que envolveu um aeroporto maior e mais movimentado do que estava acostumado”, complementa, Vitor Bonatti, de São Paulo. Tanto Mirella quanto Bonatti, durante o curso de PP, fizeram navegações solo para Piracicaba e São Carlos.

    “Poder estar em um dos aeroportos mais movimentados do país e vermos que fizemos tudo certo nos dá a segurança de uma formação sólida e segura além de podermos sentir o gostinho do que nos espera em nossas carreiras”, explica entusiasmado Augusto Junior, aluno do curso Piloto Comercial em sua última navegação visual do currículo do curso.

    Para o instrutor Lucas Dias, o planejamento foi crucial: “Sair da rotina, navegar para um outro estado e pousar em um aeroporto com o movimento de aeronaves comerciais e executivas de grande porte, sem dúvida, requer um preparo antecipado e um planejamento muito detalhado. Tudo isso foi feito pelos nossos alunos, com muita organização e disciplina. Isso explica o sucesso e preparo de nossos alunos quando chegam ao mercado de trabalho”.

    “O desenvolvimento da autoconfiança e conhecimento nos alunos para operar em outra Terminal de controle, com diferente regulamentação, e operar em um aeroporto tão importante no país, movimentado por todas grandes companhias aéreas, e repleto de regras específicas”, destaca as vantagens, Renan Pasqua, instrutor.

    Política interna: as 100 milhas náuticas (NM, Nautical Mile, equivalente a 185km)

    Para as navegações de até 100NM das bases Itápolis, Jundiaí e Campo Verde, unidades da EJ que possuem o curso prático, o aluno não precisa solicitar autorizações especiais, basta realizar o agendamento do voo e o planejamento com o instrutor. Isso tanto nas fases de navegação em duplo comando como em voo solo nos cursos de Piloto Privado e Comercial, mas existem algumas pequenas exceções.

    Os exemplos de destinos mais comuns para as navegações da Base Jundiaí, pela preferência dos alunos, são: Bragança Paulista, Sorocaba, Campo de Marte, Piracicaba, Itanhaém e Ubatuba e São Carlos.

    Entre os destinos mais comuns quando se navega a partir da Base Itápolis da EJ, dois são semelhantes aos da Base Jundiaí, por também estarem em uma interseção de raio: São Carlos, que está a 54NM de Itápolis e 95NM de Jundiaí e Piracicaba, que está a 46NM de Jundiaí e 95NM de Itápolis. Os outros destinos comuns a partir de Itápolis são Ribeirão Preto, Marília e Bauru.

    Na Base Campo Verde, em Mato Grosso, os destinos comuns no raio de 100NM são Cuiabá, Rondonópolis, Santo Antonio do Leverger, Primavera do, Leste, Diamantino e Morro do Chapéu.

    Exceções no raio de 185km

    Em voos para Ubatuba e Itanhaém, as navegações a partir da Base Jundiaí são autorizadas apenas com instrutor. Isso é devido ao fator meteorológico, que necessita de mais experiência dos pilotos em função da Serra do Mar.

    As navegações entre Jundiaí e Itápolis, apesar de terem mais de 100NM não precisam de autorização especial, pois a partir do momento em que a aeronave sai do raio de 185km de uma Base, entra no raio da outra.

    Navegações especiais
    Voos mais distantes que o raio padrão ocorrem costumeiramente mas necessitam de uma coordenação com a escala de voo. Os motivos para uma autorização são o planejamento maior e necessidade de um agendamento antecipado. Navegações mais longas ficam mais propensas a alterações de clima, e ao mesmo tempo que a EJ necessita liberar os aviões para os próximos alunos, a escola não admite nenhuma quebra de regra de navegação, e recomenda, em casos de mau tempo, que o voo de volta não ocorra. Isso traz dificuldades com a realocação de aeronaves e pode gerar custos de hangaragem para as aeronaves e de hospedagem para os alunos e instrutores.

    “Outro caso que nos traz atenção é a equipe de apoio por solo, que está sempre à disposição dos alunos. E só conseguimos atender rapidamente quando o aeroporto de destino não é muito longe. A equipe pode ser acionada em diversas ocasiões de manutenção, como troca de um pneu ou substituição de algum equipamento de rádio, por exemplo”, conta Josué Andrade, diretor da EJ.


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  • Mulheres: EJ avança na presença feminina na aviação

     Seis novas mulheres iniciam nos quadros de instrutores de voo da EJ Escola de Aeronáutica, três iniciaram na Base Itápolis e mais três na Base Jundiaí. As contratações fazem parte de uma política institucionalizada da escola para o aumento da presença feminina entre instrutores. A Escola conta agora com o total de sete instrutoras de voo. Além das seis contratadas agora, que já estão ministrando aulas práticas de voo nos cursos de Piloto Privado e Comercial, a EJ contava apenas com Juliana Fraschetti, que é instrutora de Upset Recovery e Acrobacias aéreas, depois que Mirelli Rinaldi, que atuou por dois anos como instrutora, foi contratada recentemente pela Avianca para o cargo de copiloto.

    Com 7 mulheres em um total de 75, a EJ conta agora com 9,33% de instrutoras. Número entre a Suécia e a Finlândia, países do mundo mais avançados em questões de emancipação feminina, com 8,6% e 12%, respectivamente. Os dois países nórdicos são os recordistas mundiais na presença de mulheres entre tripulantes.

    As estatísticas da EJ são quase cinco vezes maiores que a média de aviadoras no Brasil, que segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), é de apenas 2% atuando como pilotos de linha aérea, o que é a metade da média global, de 5,44%. Nos Estados Unidos, as mulheres representam 5,1% dos tripulantes das empresas aéreas, e o percentual de mulheres pilotos no México é semelhante ao do Brasil, com 2,3%.

    Ainda, segundo a ANAC, a participação das mulheres na aviação tem apresentado uma leve melhora nos últimos anos. Em 2014, elas foram responsáveis por 4,5% das licenças de piloto privado, que é a habilitação inicial de um piloto. Em 2015, o percentual subiu para 5%. A EJ Escola de Aeronáutica já estava acima da média nacional nesse percentual, e hoje conta com 9% de alunas matriculadas em aulas práticas. “As mulheres começam os cursos, mas um número menor chega ao nível profissional e é nisso que o projeto acredita, dando o exemplo, estando na vanguarda”, conta Josué Andrade, diretor da EJ. “As mulheres são dedicadas, detalhistas, fazem um excelente trabalho e com muita segurança, e muitos alunos homens preferem voar com elas”, conta Renan Rocha, coordenador da base Jundiaí da EJ.

    Preconceito
    Para chegar neste ponto profissional de serem instrutoras, todas precisaram superar algum tipo de machismo, muitas vezes sutis, inclusive de outras mulheres, exatamente pelo pensamento machista que está presente na sociedade como um todo. “Eu estava comprando passagem de avião, e alguém perguntou por que os voos internacionais só decolam no começo da manhã ou a noite, e eu respondi que era por causa da temperatura e densidade do ar, que era melhor nessas condições, porque voos internacionais decolam sempre com peso e tanque cheio. A mulher me perguntou: como eu sabia? E eu disse que era piloto, ela não acreditou”, conta Jessica Colantonio, uma das seis novas instrutoras contratadas.


    Conheça os perfis:

    Fabíola de Castro

    Jessica Colantonio

    Polyane de Almeida

    Luciana Torturella

    Maria Vitória

    Loren França

  • Loren França: foi amor à primeira vista

    Ver um Paulistinha voando foi o gatilho que a fez mudar radicalmente de vida. Foi amor à primeira vista. Era um avião do Aeroclube de Bragança. Ela estava em uma viagem a trabalho e viu a pequena aeronave pela janela do hotel. Foi decisiva: correu no Aeroclube e se matriculou na hora. Lá ela fez seus primeiros cursos antes de dirigir-se a Itápolis. Loren estava trabalhando em uma empresa de T.I. na área de educação.

    Mas o fascínio por aviões vinha desde a infância, “quando eu era criança meus pais foram recepcionar um amigo no aeroporto, pousou um Fokker 100 da TAM, com pintura comemorativa de Natal, o barulho me impressionou”, “eu guardo a foto daquele avião até hoje”, relembra. Mas o gosto dos aviões não vem apenas dela: “meu pai é um entusiasta da aviação, mas é daltônico, minha mãe tem fascínio, na mesma proporção, mas tem fobia”, se diverte. Gostavam tanto das aeronaves que quando iam para São Paulo, um dos programas favoritos da família era ver aviões aproximando para pouso no terraço do Shopping Ibirapuera.

    Antes de largar tudo para trás e dar a guinada para os aviões, licenciou-se em letras na UFU - Universidade Federal de Uberlândia, deu aulas de Português e Inglês, e hoje dá aulas de voo na EJ, antes da próxima etapa que deseja na carreira: ser piloto de linha aérea.

    “A minha história é de uma menina do interior, que olhou para cima e quis”, resume.

    * Loren França, 29 anos, de Uberlândia, MG, é uma das seis novas instrutoras contratadas pela EJ.

    Por Filipe Rafaeli

Tel.: Itápolis-SP: 55 16 3263-9160 - Jundiaí-SP 55 11 4815-1984

São Paulo-SP 55 11 3459-5233 - Campo Verde - MT 55 66 3419-4157