EJ - Escola de Aviação Civil


Notícias

Maik França, o instrutor da EJ e ex-servente de pedreiro que vai pilotar Boeings

Maik à esquerda, como instrutor da EJ, e à direita, quando era servente de pedreiro.


Bater massa, chapiscar muro, assentar pisos, descarregar sacos de cimento e tijolos dos caminhões em dias de muito calor. Por um ano e meio essa foi a realidade de Maik França, 25, sendo servente de pedreiro em Pompéia, sua cidade natal, município com pouco mais de 20 mil habitantes, na região de Marília, no interior de São Paulo. “Eu ficava pensando muito na aviação, quando as coisas iriam acontecer para mim”, lembra o instrutor que agora foi contratado para ser copiloto de Boeing 737 NG pela Copa Airlines, do Panamá.

“No começo foi difícil, porque tem que trabalhar no sol, é um trabalho pesado. depois a gente acaba acostumando, mas o que dava força era pensar que aquilo ia acabar. Uma hora eu ia poder entrar de instrutor na EJ, ia começar a voar”, detalha sobre o período que encarou o serviço.

Quando resolveu arregaçar as mangas nas obras, Maik já era habilitado piloto comercial e instrutor de voo. Ele não havia conseguido uma vaga para trabalhar em operações na EJ enquanto aguardava na fila para se tornar instrutor. “Tentei alguma coisa na EJ, tentei alguma coisa em Itápolis, mas não consegui nada”, relembra.

Seu pai, Luis, havia recentemente mudado de profissão e iniciava como empreendedor no ramo da construção civil, tocando algumas obras, e sua mãe, Márcia, é cozinheira de um hospital na cidade. Como a família havia gasto bastante dinheiro na formação do filho, e sem empregos melhores na pequena cidade, Maik decidiu não ficar parado, e de certo modo, mostrar aos pais que poderia retribuir parte das reservas investidas no filho. “Foi bom para eu dar mais valor nas coisas, dar valor no que ele investiu em mim no curso. Foi importante”.

Sua jornada na aviação havia começado antes. O gosto veio logo após um voo panorâmico no Aeroclube de Marília, em um Tupi, quando tinha 18 anos. “Era a primeira vez que voava e tudo era muito novo. A sensação de liberdade e a maneira diferente que pude visualizar as cidades, o relevo e as nuvens me fizeram ficar impressionado e emocionado. Então após quinze minutos de voo eu já tinha decidido: minha profissão seria piloto de aeronaves. Foi como um amor a primeira vista”, relembra Maik, que já tinha passado no vestibular da Unimar - Universidade de Marília para o curso de engenharia.

Com a ideia de se tornar piloto na cabeça, ele emendou dois anos de trabalho montando máquinas agrícolas, na mesma empresa em que o pai trabalhava antes de migrar para a construção civil. “Sempre buscando guardar uma graninha para pagar o PP teórico, o exame médico e algumas horas de voo do PP”.

Com o curso teórico feito no Aeroclube de Marília e aprovado na ANAC, dirigiu-se a EJ onde fez os cursos, por um ano e meio, do piloto privado ao curso de instrutor de voo. Mais um ano e meio na fila para tornar-se instrutor, voltou para a EJ em seu primeiro emprego na aviação, em 2015, onde por três anos, voou cerca 1400 horas ensinando. “É difícil de falar da instrução e não lembrar do prazer que é você poder ensinar um aluno, ver o desenvolvimento, desde lá a primeira hora de voo até o voo solo. Até hoje eu não esqueço do primeiro aluno solo”, lembra Maik que voou todos os modelos de aviões da EJ. “Foi importantíssima essa fase de instrutor. E a EJ também, com toda padronização, agregou demais para meu currículo como piloto, foi excelente”.

Maik está no Panamá já fazendo suas primeiras horas nos simuladores da Copa Airlines, empresa aérea que voa para toda a América do Sul, Central, do Norte e que conta com 100 aeronaves em sua frota.

Como se ergue uma construção sólida? “Tijolo por tijolo”.

A EJ deseja a Maik França boa sorte em todas as construções de sua carreira como aviador.

Publicado em 15/08/2018


Vídeo: conheça nossos aviões,
simuladores, infraestrutura e saiba
mais sobre a nossa escola

Confira o vídeo


    Mural Informativo


  • Vídeo: entrevistamos ex-instrutores da EJ

     Assista ao vídeo do encontro de ex-instrutores da EJ, que ocorreu na unidade Jundiaí da escola.

  • Membro Honorário: carteirinha lançada

    Foi lançada a Carteirinha de Membro honorário EJ. Foi criado exclusivamente para ex-instrutores da escola, por fazerem parte da história da maior Escola de aviação da América Latina. Vantagens de ser membro honorário: - Desconto de 40% no valor da hora de voo (tabela normal) para recheques; - Prioridade e agilidade nos recheques; - Desconto especial aos alunos indicados pelo Membro honorário EJ; - Com a apresentação do cartão, acesso geral em todas as unidades EJ para visitação, etc.

  • Jogou tudo para o ar e foi ser piloto

    Sem parentes na aviação que o incentivasse, e uma família para criar, uma vontade exótica veio em sua cabeça: chutar uma faculdade, duas pós graduações no exterior e bom salário garantido, tudo para o alto. Além de gastar as reservas em cursos de pilotagem de aviões para iniciar em uma nova profissão, começando tudo de novo. “É aquele lance da paixão, que você não olha muito a razão”. Todos os dias, Clovis Martins Costa Filho acordava cedo, ajustava o nó na gravata, dava um beijo na esposa, nos dois filhos bem novinhos, e se dirigia a um conceituado escritório de advocacia, onde era coordenador, em Campinas, sua cidade natal. Isso era em 2011, ele tinha 31 anos e já havia alcançado a tão almejada estabilidade financeira. Além do ótimo posicionamento, tinha boas perspectivas profissionais. Entre as rotinas de processos, de audiências, de cuidar da esposa e brincar com os filhos, sempre que sobrava algum tempinho, pesquisava assuntos de aviação, seu interesse desde a infância. Geralmente terminava vendo vídeos de pousos e decolagens no youtube. “Decisões como essa nunca são fáceis. Na verdade, as pessoas no começo não te levam a sério”, conta Clovis sobre a guinada na profissão que havia conquistado com bastante esforço. Logo quando terminou o ensino médio, incentivado financeiramente pelos pais, começou a estudar direito da PUC - Pontifícia Universidade Católica, de Campinas, para o curso de direito e logo depois de formado foi aprovado na OAB - Ordem dos Advogados do Brasil. Buscando melhores colocações no direito, seguiu para Portugal para fazer uma pós graduação na Universidade de Lisboa, em contratos e arbitragem internacional, onde permaneceu estudando por um ano. Para custear sua pós, morava em um apartamento com outros dois estudantes, trabalhou em um McDonalds e fazia horas extras em mais um outro restaurante, como garçom. “Vivi com poucos recursos. Eu não queria envolver meus pais nesta decisão de morar fora do país”, relembra. Logo que voltou de Lisboa, se inscreveu em um programa de bolsas de estudo da Espanha patrocinado pelo Banco Santander e foi um dos selecionados para as duzentas vagas destinadas para América Latina do programa. Morou em Madrid por um ano e fez sua segunda pós na Universidade de Alcalá, onde se especializou em marcas e propriedades intelectuais, ramo também do direito empresarial. Quando voltou de Madrid, casou-se e logo arrumou emprego no departamento jurídico de uma empresa, e pelo seu destaque, foi convidado a trabalhar em um grande escritório, atendendo empresas proeminentes da região. “Tenho grande apreço e respeito pelo direito, em parte ajudou a pagar minha formação”, afirma. Sedento por livros e conhecimento, começou, ainda enquanto atuava como advogado, a estudar por conta para o curso de piloto privado, sem estar em uma escola homologada, não necessário para prestar a prova da ANAC no curso inicial. “Foi uma maneira que encontrei de ver se realmente eu queria aquilo”. Aprovado na agência, matriculou-se no Aeroclube de Campinas, onde fez algumas horas práticas. Conversando com outros alunos e amigos, resolveu trocar de escola. “Se você quiser avançar logo na carreira, melhor ir para a EJ, você vai conseguir voar mais”, falaram. Na EJ terminou seu curso de piloto privado e em menos de dois anos já estava com todos os cursos profissionalizantes finalizados, inclusive o de instrutor de voo. Na época, enquanto estudava aviação, ainda dava algumas consultorias em direito empresarial. Formado, enquanto aguardava na fila a oportunidade para se tornar instrutor de voo prático, começou a dar aulas para os cursos teóricos da EJ, principalmente Regulamentação da Aviação Civil, a área que mais se aproximava de sua especialidade anterior. “Meu alicerce na minha formação pela aviação foi minha esposa”, diz. Depois de um ano apenas ministrando aulas teóricas, iniciou na instrução de voo prática, que é um dos modos para se conseguir experiência e horas de voo para estar apto para atuar em uma grande empresa área. Como instrutor, voou por três anos, onde acumulou aproximadamente 1000 horas nos Cessnas 152, 172 e Tupi, experiência o suficiente para encarar desafios maiores na aviação. Na EJ ensinava voo VRF, IFR, além de dar aulas em simuladores de voo e Garmin 1000. “Meu tempo na instrução foi muito engrandecedor. Me realizei como instrutor. Gostava muito de dar aula, gosto na verdade.”. Depois de 9 anos de aviação, aos 40, Clovis foi contratado para ser copiloto de Airbus A319, 20 e 21, na Latam. Neste momento está fazendo treinamentos em simuladores estáticos, logo começa em simuladores oficiais, e em outubro já deve começar sua instrução em rota, já com passageiros, até se formar, internamente, copiloto pleno. “O sonho da aviação era desde criança, mas achava que não era para mim”, resume sua história. A EJ deseja a Clovis boa sorte em sua carreira, bons voos, e agradece o tempo dedicado ao ensino.

Homologação ANAC
Número 051

DOU 03/05/18

QUALIDADE
ISO 9001:2008

Tel.: Itápolis-SP: 55 16 3263-9160 - Jundiaí-SP 55 11 4815-1984

São Paulo-SP 55 11 3459-5233 - Campo Verde - MT 55 66-3419-1510