EJ - Escola de Aviação Civil


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A EJ é a primeira escola de aviação no país a oferecer o treinamento prático de RNAV

Aluno e instrutor durante voo de Cessna 172 com Painel Glass Cockpit Garmin G1000


A EJ Escola de Aeronáutica incluiu no currículo dos cursos de Piloto Comercial e Voo por Instrumentos o sistema RNAV - Rotas de Navegação Área, que está sendo implantando mundialmente, pela ICAO - International Civil Aviation Organization. O sistema nada mais é que um modo de navegação ponto a ponto, onde as aeronaves não necessariamente precisam passar por aerovias sobre estações de radionavegação, o que melhora a segurança e gera economia de combustível. O RNAV é cada vez mais solicitado pelo mercado.

A EJ passa a oferecer o treinamento prático para a habilitação RNAV em seus nove Cessnas 172 com painel Glass Cockpit Garmin G1000 e em duas aeronaves bimotoras: um Seneca II e um Seneca III, equipados com sistemas GNS 530. “Neste ponto, reconhecemos que a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) manteve um contato próximo com a comunidade aeronáutica e nos ouviu, desburocratizando os procedimentos para incluirmos isso em nosso currículo do curso. Assim deixamos nossos alunos ainda mais preparados para serem pilotos profissionais e seguirem em sua carreira”, diz Josué Andrade, diretor da EJ. “Tudo isso facilita a transição para a linha aérea, assim nossos alunos chegam lá familiarizados, e sobra mais espaço para que se concentrem nas coisas novas”, complementa Andrade.

O que é o RNAV
O sistema de navegação é conhecido como PBN - Performance Based Navitation, no qual há rotas de dois tipos: RNAV - Area Navigation e RNP - Required Navigation Performance. Nestes métodos a montagem dos procedimentos e rotas baseiam-se na performance de cada equipamento, além de ser uma forma de reduzir os custos ele reduz, por exemplo, o impacto do ruído das aeronaves sobre as cidades. Antes do PBN, as rotas eram todas baseadas nos sistemas de rádio, e os aviões eram obrigados a seguir exatamente esses corredores pré-definidos por estações radionavegação, a partir do chão.

Agora, com este sistema, a navegação nos aviões pequenos e executivos, além dos grandes jatos comerciais já devidamente implantados, passam a contar com o GPS e softwares avançados como o principal apoio neste voo ponto a ponto. “O sistema RNAV tem suas particularidades, com níveis de precisão de cada tipo de equipamento e o requerido para cada tipo de procedimento, como o de uma aproximação por instrumentos, por exemplo”, explica João Paulo Amado, instrutor da EJ.

“O que é comum hoje em dia é a aproximação em que o começo dele é RNAV, e quando entra-se na final, muda-se o painel para o ILS (Instrument Landing System). E no caso de uma arremetida, troca-se novamente para o sistema RNAV, onde o avião pode fazer uma saída com menor impacto de ruído na cidade e economia”, diz Josué Andrade.

Necessidades do mercado
Os conhecimentos em RNAV são agora oferecidos aos alunos que fazem o curso de Piloto Comercial, deixando os alunos mais familiarizados para o que encontrarão na aviação de linha aérea e executiva. Além disso, os procedimentos RNAV e PBN são também agora oferecidos aos pilotos que já atuam no mercado e buscam uma atualização. “Um piloto que já atua em um King Air, por exemplo, pode fazer conosco o curso teórico rápido, e durante seu recheque de Multi/IFR, fazer procedimentos RNAV em nosso Seneca. Assim ele já sai habilitado nos procedimentos além do tipo de aeronave, e economiza, porque a hora de Seneca é mais barata que a de um King Air”, diz Gustavo Gorni, chefe de instrução da EJ. “Nossa equipe está preparada para atender necessidades específicas, caso a caso”, complementa Gorni.

“A implantação do RNAV prático faz parte de nosso constante investimento em melhoria do currículo dos alunos, aproveitamento máximo de equipamentos e segurança de voo. Este é mais um item que nos adiantamos perante ao currículo exigido para formação de um piloto comercial pela ANAC”, conclui Renan Rocha, diretor administrativo da EJ Jundiaí.

Publicado em 23/10/2017


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  • Editorial: por uma necessária evolução conceitual na ANAC

    Nós não negamos a consistente evolução que tem havido na ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, nos últimos anos. Ultimamente tem sido em avanços relacionadas ao bom uso da tecnologia que a agência tem feito. Isso tem agilizado diversos tipos de processos. A agência também tem frequentemente ouvido os operadores da aviação para desenvolverem todas as regulamentações. Tudo isso é benéfico e tem produzido bons resultados no âmbito geral. O que falta é uma necessária evolução conceitual e de reposicionamento de toda a agência. Muitas vezes sentimos que a ANAC ainda não tem a completa consciência do salto que ela pode dar em influência positiva para o país. Há algum tempo a EJ solicitou que fossem feitas provas em inglês para todas as habilitações que a agência emite: do piloto privado ao mecânico de aeronaves. Isso ainda não foi atendido e não há previsão para que ocorra. E é algo simples de ser feito. Acreditamos que a ANAC ainda não tenha feito isso possivelmente por uma deficiência de compreensão da grandiosidade que há na aviação brasileira, algo que pode ser reflexo da falta de consciência geral de muitos de nós brasileiros, inclusive pilotos, sobre o tema. Entretanto, se há algo que o Brasil pode ser orgulhar, é de sua aviação. Não custa lembrar: temos uma das maiores frotas da aviação geral e de agrícolas do mundo, temos uma das maiores frotas de helicópteros do planeta, o Brasil criou a Embraer, a terceira maior fábrica de aviões do hemisfério, que produz aeronaves com muitas tecnologias que são consideradas superiores à Boeing e Airbus. Durante a segunda Guerra Mundial, os pilotos brasileiros do “Senta a Pua” tiveram um desempenho percentual superior à média da Força Aérea dos EUA. As nossas companhias aéreas são reconhecidas globalmente como excelentes. O país exporta pilotos para empresas do mundo todo por serem reconhecidamente bons. Temos uma esquadrilha militar admirada nos cinco continentes, e voando aviões projetados e fabricados aqui. E finalmente, um brasileiro foi o primeiro a decolar um avião de uma superfície plana. Sim, inventamos o avião. Isso são fatos. Nós brasileiros somos fortes na aviação, e o mundo, ao olhar para a nossa capacidade na área, vê com admiração. A EJ já recebeu e formou dezenas de alunos de Angola, na África, mas neste caso é um país que também fala português. Resultado também do esforço dos países lusófonos em padronizar e aproximar as regras ortográficas para que haja uma maior troca cultural e comercial. Também já recebemos alunos, poucos, da América Central. Bem poucos da América Latina e já recebemos também alunos da Espanha, França e Itália. Entre todos eles, além do esforço de estudo da aviação, também tiveram que se esforçar na língua portuguesa para fazer as provas, ou, por algum motivo, já tinham uma familiaridade com a língua. Por isso pedimos as provas em inglês. Dito isto, podemos afirmar com tranquilidade que o Brasil tem condições de disputar de igual para igual com escolas da Europa e EUA, tanto em qualidade como em preço, principalmente nos mercados da América Latina, África e Ásia. A EJ tem hoje condições de implantar rapidamente turmas para os cursos desde o piloto privado ao comercial e especializações, no teórico e prático, totalmente em inglês, a língua universal da aviação, e conhece outras escolas também podem fazer o mesmo, nos diversos ramos de ensino da área. O povo brasileiro é acolhedor e hospitaleiro, é diferente das dificuldades que encontram os asiáticos, os africanos e os latinos, hoje em dia, nos EUA e Europa. Estrategicamente a nação pode ser aproveitar de maneira mais eficiente de todo esse prestígio aeronáutico, e isso traria, além de divisas e empregos, uma maior projeção e influência para o país.

  • Guilherme Moura, instrutor da EJ Campo Verde, é contratado pela Avianca

    Carioca do Méier, quando criança, duas coisas o faziam vibrar: Tulio Maravilha fazendo gols pelo Botafogo, seu time do coração, e quando aviões passavam sobre sua casa em aproximação para pouso no aeroporto Santos Dumont. “Jogar bola e avião, ia correndo para a janela para ver qual era”, relembra Guilherme Moura, 28 anos, instrutor da EJ recentemente contratado pela Avianca Brasil para ser copiloto de aeronaves da linha Airbus. Sem aviadores na família, com mãe professora e pai advogado, na adolescência o gosto por aviões diversificou: além dos aviões comerciais que passavam sobre sua casa, passou a admirar os aviões de propaganda, que passavam puxando faixa, na praia da Barra da Tijuca, onde frequentava. Com a ideia consolidada, obteve apoio da família tanto emocionalmente como financeiramente. “Não haveria outra profissão a qual pudesse me dedicar com tanto amor e satisfação”, conta Moura, que logo se matriculou e graduou-se em Ciências Aeronáuticas a Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Formado, seguiu para fazer pós-graduação em Segurança da Aviação Civil também na Estácio enquanto fazia os cursos práticos de pilotagem. A partir de 2012 ele fez desde o piloto privado ao INVA - Instrutor de voo de avião, na QNE Escola de Aviação, em Maricá. O aeroporto da cidade na região metropolitana do Rio de Janeiro acabou sendo fechado e Guilherme ficou sem saber onde dar prosseguimento em sua carreira e produzir experiência de voo o suficiente para ser contratado por uma linha aérea. “Todo dia ficava mandando currículos para todas as escolas e taxis aéreos”, relembra. Em um momento também de alta do mercado, foi chamado para uma entrevista no Aeroclube de Itápolis e logo foi contratado, onde atuou por um ano e meio como instrutor de voo nos Aero Boeros e Paulistinhas da instituição. “Tinha bastante gente sendo contratada e bastante gente indo para a EJ”, relembra. Logo ingressou na EJ para atuar na Unidade Campo Verde da escola, no Mato Grosso, também como instrutor de voo. “Foi de grande aprendizado e aperfeiçoamento dos meus conhecimentos como piloto: meteorologia, navegação e conhecer novas regiões e culturas”, afirma Moura que deu aulas teóricas de diversas matérias e chegou a ser o coordenador de cursos para turmas de Piloto Privado e Comercial da unidade, onde atuou por um ano e meio. Sobre o período como instrutor? “Não pode desanimar ninguém mesmo que a pessoa esteja fazendo alguma coisa errada. Tem que ensinar o caminho certo para motivar e dar mais ânimo”, explica. Um conselho aos alunos que continuam seus cursos na EJ? “Se dediquem e trabalhem com ética, entrega e responsabilidade sempre e que não tenham desculpas de deixar algo para depois, ou de esperar que alguém faça alguma coisa por vocês. Não espere alguém te ligar, ou te buscar em casa. Sonhos se realizam. Mas é preciso muita paciência, foco, determinação”. Guilherme está finalizando a primeira fase do treinamento na Avianca, onde estuda em simuladores fixos todo o processo de cabine. Logo mais iniciará o simulador full motion para depois finalizar seu treinamento em rota, já voando com passageiros e um terceiro piloto na cabine, no jump seat por alguns voos. Hora ou outra, após este intenso período de treinamento, ele poderá se dar ao luxo de uma vibração, como as que fazia quando era criança, ao comemorar gols do fogão ou ao correr para a janela para ver os aviões passarem. Fará isso possivelmente quando sobrevoar o Méier, aproximando para pouso no aeroporto Santos Dumont ou Galeão, também ali perto. A EJ agradece ao Guilherme por seu tempo dedicado ao ensino e deseja boa sorte em seu novo passo na carreira.

  • Conheça as matérias do curso de nível superior da EJ

    A EJ Escola Superior de Aeronáutica oferece o curso de Pilotagem Profissional de Aeronaves. É um curso de graduação de nível superior já devidamente aprovado pelo MEC - Ministério da Educação. Será realizado no Campus EJ Itápolis, onde também são oferecidos todos os cursos práticos para quem deseja ser tornar piloto profissional. Desde o piloto privado, passando pelo comercial, e especializações como Upset Recovery e Jet Training. A distribuição de aulas foi cuidadosamente formatada para que alunos possam, no decorrer de 2 anos, concluir a formação superior e obter todas as suas carteiras de piloto. 1º Período  Aerodinâmica e Teoria de Voo 1  Meteorologia Aeronáutica 1  Regulamentos de Tráfego Aéreo 1 Navegação Aérea 1 Conhecimentos Técnicos das Aeronaves 1 Fatores Humanos na Aviação Legislação e Sistema de Aviação Civil Língua Portuguesa I Segurança de Voo Matemática para Pilotagem 2º Período  Aerodinâmica e Teoria de Voo 2 Meteorologia Aeronáutica 2 Regulamentos de Tráfego Aéreo 2 Navegação Aérea 2 Conhecimentos Técnicos das Aeronaves 2 Ética, Filosofia e Psicologia na Aviação Direito Aeronáutico Língua Portuguesa II Medicina na Aviação Física para Aeronáutica 3º Período Aerodinâmica e Teoria de Voo 3 Meteorologia Aeronáutica 3 Regulamentos de Tráfego Aéreo 3 Navegação Aérea 3 Conhecimentos Técnicos das Aeronaves 3 Gestão Aplicada à Aviação - (Planej./Org. do Transporte Aéreo) Emergência e Sobrevivência Inglês I 4º Período Performance/Peso e Balanceamento de Aeronaves Projeto de Especificidade Sistemas de Aeronaves Modernas Fraseologia e Tráfego Aéreo Internacional Gerência de Operação e Manutenção Gerencia de Recursos de Equipes (CRM) Técnica de Operação de Jato Inglês II Período do curso - O curso tem duração de 2 anos, dividido em 4 semestres. A primeira turma terá início no dia 30/07/18; - As aulas acontecem de segunda a sexta no período noturno, das 19h10 às 22h40, havendo algumas aulas aos sábados. Processo seletivo - A inscrição para o processo seletivo deve ser realizada até o dia 22/06/18; - O processo seletivo acontecerá no dia 01/07/18 (domingo) às 9h00; - Turma limitada a 40 vagas. Valores - Inscrição processo seletivo: R$ 30,00 (R$ 15,00 se o aluno for utilizar nota do ENEM); - Alunos que realizaram curso na EJ Escola de Aviação, possuem desconto na mensalidade (consulte).

Homologação ANAC
Número 051

DOU 03/05/18

QUALIDADE
ISO 9001:2008

Tel.: Itápolis-SP: 55 16 3263-9160 - Jundiaí-SP 55 11 4815-1984

São Paulo-SP 55 11 3459-5233 - Campo Verde - MT 55 66-3419-1510